terça-feira, 15 de julho de 2014
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Resumo do(s) ano(s)...
nossos olhos estão mais cansados e nossa vista mais desgastada
e, no entanto, é quando enxergamos tudo melhor.
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domingo, 20 de novembro de 2011
Sem superar os mesmos velhos clichês

domingo, 16 de outubro de 2011
Sem mais asas...

domingo, 17 de julho de 2011
A Cega e o Campo de Rosas
Veja, o caminho que trilhamos
Parece que tudo acabou
Que nosso tempo se esgotou
Que é dar adeus pra que partamos
Não perca, seu jeitinho inocente
Porque foi Deus quem te moldou
Quando te fez Ele falou
É especial, é diferente
E quando estiver bem cansada e olhar
Meu olhos brilhantes de lágrimas
Eu quero te olhar tão bem
Pois a saudade que me vem
É injustamente errada
E quando estiver bem cansada e olhar
Aí do seu lado eu quero estar
Eu quero te olhar também
Com um sorriso te ver bem
Te sentir serena e calma
Seja, tudo aquilo que quiser
Porque ninguém te limitou
Até voar você voou
Foi até pra lua a pé
Hoje, digo adeus e vou embora
Mas deixo algo em você
Pois uma cega nada vê
Em um campo de rosas
E quando estiver bem cansada e olhar
Meu olhos brilhantes de lágrimas
Eu quero te olhar tão bem
Pois a saudade que me vem
É injustamente errada
E quando estiver bem cansada e olhar
Aí do seu lado eu quero estar
Eu quero te olhar também
Com um sorriso te ver bem
Te sentir serena e calma
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Tão clichê...
Tão clichê justo eu ter me apaixonado por alguém do seu tipo...
E tão mais clichê ainda essa nossa história
Ter acabado por se transformar num filme épico
Desses com finais alternativos, mas nenhum realmente feliz.
Eu não te prendo, eu não te tenho...
Se quer aprender em outros braços, vá... mas volte algum dia para os meus!
Manterei meu colo desocupado e macio para o teu repouso
Você reconhecerá que era exatamente isso que lhe faltava
E não precisará buscar por mais nada mundo afora
Porque tudo o que nós precisamos, nós já teremos: um ao outro.
Tão clichê escrever esse tipo de poema pra você (mais uma vez)
É que eu andei perdida por aí, seguindo outros caminhos
Andei seguindo outros rumos para ver se conseguia me perder de ti
Mas eu já estava perdida em ti, não tem mais saída...
Agora só me resta lembrar com saudade
De todos os momentos clichês que passamos juntos
E saber que foram tão únicos, tão especiais!
E, no final das contas, qual é mesmo o problema com clichês?
Um fim de tarde, uma música leve, a brisa soprando...
Pra ser bem sincera, nós devíamos escrever mais um capítulo dessa história,
Pois acabei de descobrir: adoro clichês!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Afetando quem já não sou...
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
...
domingo, 28 de novembro de 2010
O que ainda não passou, mas vai passar!

sábado, 27 de novembro de 2010
Novembro vazio
Hoje abri cortinas e janelas
Deixei toda a realidade de fora entrar
Deixei a solidão doer o quanto ela quisesse
Me deixei quebrar, pensando que saberia me colar de volta
Mas perdi alguns cacos na bagunça do quarto
Agora só me resta olhar pela porta de vidro à minha frente
Há uma construção lá fora
Há uma desconstrução aqui dentro
Vejo bagunça por toda parte, por dentro e por fora
Não consigo sentir mais nada... saturei
Não importa quantas pessoas estejam por aí agora
Eu não quero mais o sentir delas
Eu só queria ter lágrimas
Mas já gastei todas elas
Não tenho mais lágrimas
Não sinto mais medo
Não sinto mais nada.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Sem mais vendas...
Todo mundo sempre carrega consigo

Muito mais dor do que quer deixar os outros saberem
Não importa quanta maquiagem usem
Ou as roupas que coloquem para se cobrir
Um dia a dor simplesmente transborda
E, para nossa própria surpresa, pode ser até melhor
Pois é uma chance única que ganhamos da vida
De fazer com que a dor deixe de ser dor, se desfaça
E seja qualquer outra coisa que não nos afete mais.
Sim, vai passar! Até a noite se permite virar dia
E todo aquele ensaio que fizemos quando deveríamos estar dormindo
De repente já não faz mais sentido algum
Porque é o nosso improviso que nos mostra, que nos constrói
É a exposição da dor que a torna tão poética, tão mais leve...
Digam o que disserem, ninguém deveria sentir uma dor assim
Tão grande e tão pra dentro... Lágrimas de criança sempre são mais sinceras!
Quisera eu ser tão honesta assim, mesmo doendo, mesmo mentindo
Mesmo sentindo que ia me partir inteira por dentro
Queria ser capaz de um sentimento tão intenso, tão verdadeiro
Capaz de vencer a força do medo, da vergonha, da própria dor, do próprio existir.
Quisera eu ter um passado inteiro pela frente
Para me fazer viver de forma mais verdadeira
Por todo o futuro que deixei pra trás...
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Nó
O nó na garganta me tirou o ar, o sono, a fome...
Eu deixo as lágrimas caírem agora, eu não me importo mais com elas
Eu já cansei de tentar parar todas essas sensações
Elas simplesmente não passam, não têm fim.
Eu digo a todo mundo que tá tudo bem, que eu tô feliz,
Mas não adianta, eu ainda não consegui me convencer
Porque ainda dói... e porque esse nó não desmancha
Nem com água, nem com álcool!
Todos os dias eu faço um imenso esforço para levantar quando acordo
Porque o dia tem dado muito trabalho pra passar
Porque continuar respirando tem dado muito trabalho
E eu já não consigo mais... eu simplesmente não consigo.
Lembrar, esquecer, tentar, desistir... dói, simplesmente
E eu não quero mais dor.
É então que percebo que a minha dor é só um pretexto
Para não engolir o nó na garganta, deixa-lo aí onde está
Porque ele foi só o que restou e eu não quero ter que não tê-lo também.

sábado, 30 de outubro de 2010
Mais um outubro se vai e outro novembro vem

Meus medos nunca foram tão os mesmos:
De envelhecer, de não envelhecer, de mudar, de sofrer, de amar, de me perder...
Até meus erros parecem tão iguais!
Queria tantas horas a mais para viver tudo o que estou deixando passar agora
Queria outras tantas vidas para poder errar mais, aprender mais, ensinar mais...
Se eu pudesse voltar no tempo, quantas coisas eu teria coragem de fazer igual?
Se eu pudesse voltar no tempo, será que eu teria mesmo a coragem de voltar?
Os dias me parecerem tão os mesmos, principalmente os de outubro!
Outubro é sempre o mesmo, não importa qual o número do ano no calendário
E ele sempre se vai para que novembro venha, e sempre quer algo de mim
E sempre o algo que ele quer é mais do que eu quero dar
Ele se vai... para que eu seja capaz de fechar mais um ciclo
E para que eu tente começar um outro no novembro que chega
E novembro sempre vem... para que eu cresça um pouco mais, um ano mais
Para que eu tenha noção de quanto tempo deixei passar
Para que eu me desespere e reaja como quase nunca consigo...
E outubro se vai para que seus estragos possam ser amenizados por novembro
Nem sempre é uma tarefa simples, mas novembro já se acostumou
Ele está sempre limpando a bagunça que outubro deixa quando passa
E eu estou sempre nesse movimento de ir mais uma vez
De me deixar ser podada para voltar sempre nova (não literalmente)
De me partir inteira, chorar sozinha, enfrentar meus medos
Seguir em frente, não seguir... me perder, me encontrar... me amar!
Meus medos nunca foram tão meus e tão mesmos
Eles nunca foram tão inspiradores e audaciosos...
Medo de mais um outubro que se vai e do próximo que virá,
Mas amanhã já é quase novembro, não preciso me preocupar agora
Agora eu só preciso olhar para os céus e agradecer por mais um ano de vida
E me renovar sempre! Reinventar meus medos, minha vida...
Porque renovar-se é preciso... em construção (SEMPRE)!
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sábado, 16 de outubro de 2010
Esses dias...
Há muito tempo as palavras certas têm fugido de mim
Na verdade, o certo em si se afastou...
Me deixei perder por lugares novos, sem planos, sem pressa
Deixei pedaços de mim espalhados por toda a parte
Marquei meus passos pelo caminho com as lágrimas
Que já nem fazem mais cerimônia para me inundarem.
Triste eu? Não, nem mesmo um pouco... já passei dessa parte do caminho
Por onde ando agora a dor é diferente, ela meio que entorpece e apenas isso
Eu queria mais amor, mais esperança, mais vida!
Mas o amor e eu andamos nos desentendo ultimamente
A esperança se escondeu já faz algum tempo
E a vida... cada vez que o telefone toca, sinto-a tão frágil e escorregadia.
Saudade é a única que ainda permanece a mesma
Nem sempre ela sabe a quê veio, mas ela ainda sabe desempenhar seu papel
Ela ainda tem sua parceria com a dor, que já nem dói tanto
Apenas está tentando inovar para ver o quanto eu ainda sou capaz de fugir
E quanto a mim, só resta abraça-la!
Esses dias não estão fáceis, mas eles nunca se proporam a ser fáceis mesmo
Não reclamo mais, só sigo.
Não sinto saudade desses dias, mas sentirei uma saudade danada
De todos os que não restarem quando esses dias tiverem passado.
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Semhoras e semdores...
Abençoado, meu senhor
Donde vêm as asas do bicho voador
Quem sopra junta as casas e traz sombra no calor
Anubliado clareou
Chão barreado não esconde a cor
Das lembranças que eu trago meu perdão e meu rancor
Alumiada estação
Onde as meninas brincando no portão
Tem horas que são senhoras, tem horas que horas são
E o que resta sem sentido
Fico perdido, sem direção
Fico danado e nado o rio São Francisco
Buscando o remanso pro meu coração
Abaçaiado, é assim que eu tô
Abraçando a dor, é assim que eu vou
Abaçaiado
Abaçaiado se irritou
No outro lado fica quem não atravessou
Se hoje abaçaiado canta
É porque ontem já chorou
Alegriado acertou
Que o culpado é o mesmo que inocentou
Somos beijos de partida e abraço de quem chegou
E o que resta sem sentido
Fico perdido, sem direção
Fico danado e nado o que for preciso
Em busca de um porto pro meu coração
Abaçaiado, é assim que eu tô
Abraçando a dor, é assim que eu vou
Abaçaiado...
(Teatro Mágico)
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
DIVULGANDO: Carta dos estudantes de Psicologia da UFC - Sobral
À comunidade Sobralense,
Nós, estudantes do curso de Psicologia da Universidade Federal do Ceará – Campus Sobral, viemos por meio dessa carta, comunicar a lamentável situação em que o curso se encontra: estamos há 60 dias impossibilitados de cumprir nossas atividades acadêmicas devido a ausência do Serviço de Psicologia Aplicada (SPA). Este serviço constitui a última etapa da formação do psicólogo onde o estudante tem a oportunidade de atuar para a comunidade. O SPA é condição de possibilidade para o legítimo funcionamento do curso de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais. Contudo, esse serviço não existe: não temos estrutura física, equipamentos e funcionários para as atividades de estágio. Nessa situação, estamos sendo lesados em nosso direito a uma formação com qualidade.
Inúmeras foram as tentativas por parte de professores e alunos para solucionar este problema, no entanto, consideramos que a UFC não atendeu satisfatoriamente nossas legítimas reivindicações.
Diante deste prejuízo, exigimos que a UFC tome as devidas providências para a realização do estágio de final de curso, que ocorre no SPA. Caso nenhuma providência seja tomada, nós estudantes estamos articulados para efetivar uma PARALISAÇÃO das atividades do Curso de Psicologia da UFC – Campus Sobral.
Pedimos apoio à comunidade para que nossos direitos sejam garantidos, pois ainda acreditamos na Universidade Pública, na expansão com qualidade e no ensino voltado para a excelência.
domingo, 26 de setembro de 2010
Memória...

sexta-feira, 2 de julho de 2010
Pedaços...

Deixamos pedaços em todas as pessoas
E eles farão falta, eles sempre fazem falta,
São parte de quem somos, de quem nos tornamos
São parte de quem as pessoas se tornaram
São partes que ficam pelo caminho,
Em todos os lugares, em todas as pessoas...
Algumas vezes dói deixar um pedaço ir
Quase sempre dói muito perder os pedaços,Mas sempre temos que deixá-los, perdê-los, desapegar
E saber que sempre haverão cantinhos onde alguns pedaços terão ficado
Sempre haverão pessoas guardando alguns pedaços
Sempre haverão pessoas partindo e levando alguns pedaços também
E dói deixar as pessoas irem com alguns pedaços
Porque quase sempre são pedaços de quem somos, de quem nos tornamos
São parte de quem elas tornam-se e do caminho que fizemos
Uns com os pedaços dos outros, que sempre farão falta um dia
E que, quase sempre, farão doer algum dia.
Sempre ficaremos em pedaços, não importa se é logo ou demora
Sempre vamos deixando os pedaços nos cantinhos e nas pessoas
E elas sempre vão deixando pedaços na gente também
E sempre perderemos os pedaços que elas deixaram
E elas sempre perderão os pedaços que deixamos
E nós sempre nos perderemos em algum momento
E sempre será preciso que nos deixemos ir um dia
Até que a dor se canse, se perca também, seja só mais um pedaço
Afinal, ela sempre acompanha cada um dos pedaços
Nós sempre a acompanhamos acompanhar os pedaços
Até que nós nos cansamos e, no final das contas,
Nos tornamos também apenas mais um pedaço
Aquele que ficou e que não pode ir-se, mesmo se quisesse


