terça-feira, 15 de julho de 2014

"Quando alguém faz muita falta no lugar de onde está partindo, com certeza é porque o papel ali já foi desempenhado e missão cumprida. Porém, existe um outro lugar onde essa pessoa se faz necessária agora... É preciso deixar fluir as boas energias nesse mundo!"



quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Resumo do(s) ano(s)...

O mais irônico é que, com o passar do tempo, 
nossos olhos estão mais cansados e nossa vista mais desgastada 
e, no entanto, é quando enxergamos tudo melhor.

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domingo, 21 de outubro de 2012

"Só mudei de opinião, 
meus sentimentos continuam os mesmos."

domingo, 20 de novembro de 2011

Sem superar os mesmos velhos clichês





Então, o tempo passou (de novo)...
Eu pensei que ia conseguir superar dessa vez,
Mas foi aí que me dei conta de que essa é apenas mais uma das muitas coisas
Nas quais eu ainda não consigo fazer direito... superar.
A vida segue como sempre e essa é uma das muitas frases
Que vem parecendo cada vez mais clichês no meu repertório
E eu ainda estou aqui nessa janela olhando a vida passar lá fora
Enquanto eu me pergunto o que fazer com o que restou:
De mim, de nós, de você, das lembranças e dos sentimentos todos.
Acho que dessa vez vou me permitir não querer mais superar
É muita energia desprendida pra um resultado tão insatisfatório!
Vou continuar escrevendo aquela carta imensa, aquela lá que nunca termino,
E vou despejar aquelas palavras todas (e tolas) para que você as leia algum dia
Ainda que eu nunca te envie ou coloque seu nome no envelope.
Mas antes, vou me permitir, vou me demorar, me perdoar e, quem sabe até,
Eu me deixe ir dessa vez...
Sim, eu quero ir.
Eu vou para aquele lugar lá na frente onde tudo isso já passou
Mesmo não sabendo onde fica tal lugar, ou se ele existe realmente,
Eu vou, e dessa vez vou acompanhada comigo e não volto.
Então, vou te escrever de lá, contando como tudo parece exatamente
Como nós já tínhamos previsto: tão igual a algo ao que nunca existirá.
E nós vamos voltar aqui e viver tudo isso de novo
E achar que já sabemos como essa história termina, porque já a vivemos antes
Já vivemos tudo isso milhares de vezes antes, mas nunca é igual, não é mesmo?
E então, eu vou achar que já superei de novo, até estar nessa janela mais uma vez
Escrevendo um outro poema e me perguntando o que fazer...
Mas sim, eu quero ir. E dessa vez, eu vou apenas me deixar... até me perder.
E, se nos encontrarmos, ainda mais uma vez
Após todo o tempo ter passado (de novo),
Então, vamos ao menos nessa vez, fingir que é uma nova história
Porque nunca é igual (já sabemos) e o tempo sempre passa (que clichê!).
E dessa vez, eu prometo não fingir que superei,
Porque pouco importa o que não fazemos direito,
Enquanto houverem palavras que ainda vamos repetir
E janelas pelas quais eu ainda vou me perder em pensamentos.

domingo, 16 de outubro de 2011

Sem mais asas...




Tenho andado muito cheia
De amigos, de amores, de sonhos e de dores...
Nada disso me preenche tanto quanto as angústias
Nem mesmo o prazer, nem mesmo o melhor sono.
Tenho voltado aos lugares onde estive
Pra descobrir que nunca estive lá e que nunca estarei novamente,
Pois a pessoa que retorna lá e que retornará alguma dia
Será sempre, em alguma medida, uma outra pessoa...
Não deixo mais para depois o que eu tenho que viver,
Pois perco a chance de ser eu mesma naquele momento singular
Pois a pessoa que algum dia vai viver o que deveria ter vivido
Pode até ainda ser eu, mas jamais será eu hoje, SENDO quem eu SOU hoje.

O que eu sinto hoje faz parte de quem me tornei,
Mas eu não sou apenas o que eu sinto!
O que eu penso hoje faz parte de quem me tornei,
Mas eu não sou apenas o que eu penso!
Eu sou, acima de qualquer outra coisa, esse momento
Esse aqui e agora, esse segundo que acabou de passar...
E mesmo assim, eu escolho me demorar, escolho permanecer,
Escolho ser responsável por não ser mais o final de semana que passou.

domingo, 17 de julho de 2011

A Cega e o Campo de Rosas

Veja, o caminho que trilhamos

Parece que tudo acabou

Que nosso tempo se esgotou

Que é dar adeus pra que partamos


Não perca, seu jeitinho inocente

Porque foi Deus quem te moldou

Quando te fez Ele falou

É especial, é diferente


E quando estiver bem cansada e olhar

Meu olhos brilhantes de lágrimas

Eu quero te olhar tão bem

Pois a saudade que me vem

É injustamente errada


E quando estiver bem cansada e olhar

Aí do seu lado eu quero estar

Eu quero te olhar também

Com um sorriso te ver bem

Te sentir serena e calma


Seja, tudo aquilo que quiser

Porque ninguém te limitou

Até voar você voou

Foi até pra lua a pé


Hoje, digo adeus e vou embora

Mas deixo algo em você

Pois uma cega nada vê

Em um campo de rosas


E quando estiver bem cansada e olhar

Meu olhos brilhantes de lágrimas

Eu quero te olhar tão bem

Pois a saudade que me vem

É injustamente errada


E quando estiver bem cansada e olhar

Aí do seu lado eu quero estar

Eu quero te olhar também

Com um sorriso te ver bem

Te sentir serena e calma

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Tão clichê...


Tão clichê justo eu ter me apaixonado por alguém do seu tipo...

E tão mais clichê ainda essa nossa história

Ter acabado por se transformar num filme épico

Desses com finais alternativos, mas nenhum realmente feliz.

Eu não te prendo, eu não te tenho...

Se quer aprender em outros braços, vá... mas volte algum dia para os meus!

Manterei meu colo desocupado e macio para o teu repouso

Você reconhecerá que era exatamente isso que lhe faltava

E não precisará buscar por mais nada mundo afora

Porque tudo o que nós precisamos, nós já teremos: um ao outro.

Tão clichê escrever esse tipo de poema pra você (mais uma vez)

É que eu andei perdida por aí, seguindo outros caminhos

Andei seguindo outros rumos para ver se conseguia me perder de ti

Mas eu já estava perdida em ti, não tem mais saída...

Agora só me resta lembrar com saudade

De todos os momentos clichês que passamos juntos

E saber que foram tão únicos, tão especiais!

E, no final das contas, qual é mesmo o problema com clichês?

Um fim de tarde, uma música leve, a brisa soprando...

Pra ser bem sincera, nós devíamos escrever mais um capítulo dessa história,

Pois acabei de descobrir: adoro clichês!


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Afetando quem já não sou...

E se hoje eu dissesse que, na verdade,
Não era bem daquele jeito que eu tinha dito...
Quantos seriam capazes de me entender
E quantos não seriam capazes de me perdoar...
Eu enganei... a mim principalmente!
Eu queria fazer parte de algo especial
Mas algo que, principalmente, me afetasse
Porque sem afeto, nada continua por muito tempo.
Hoje estou inevitavelmente marcada
Por tudo o que vem me afetando ao longo dessa jornada
Por todos os tropeços e quedas no caminho
Por todos os erros irrevogáveis que cometi quando tentava acertar...
Hoje, eu que já me encontrei comigo mesma, não sei mais quem sou,
Pois ao encontrar-me comigo mesma, deixei de ser quem fui
Afetei irremediavelmente quem eu era...
Hoje trago meu afeto guardado, escondido
E vou afetando secretamente quem já não sou.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

...


"Quem irá pagar
o enterro e as flores
se, por acaso,
eu morrer de amores?"

(Vinícius de Moraes)



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

...

Como diria meu amigo Renato Russo:

"É a verdade que assombra
O descaso é o que condena
A estupidez é o que destrói,
Eu vejo tudo o que se foi
E o que não existe mais...
Tenho os sentidos já dormentes
O corpo quer, a alma entende..."

domingo, 28 de novembro de 2010

O que ainda não passou, mas vai passar!


Eu que andava cansada de me sentir vazia
Agora me sinto cheia demais
Só que de sentimentos que não me fazem falta
E, então, eu me pego sentindo saudades do vazio que senti
Me descubro tentando fugir
Tentando voltar, regressar ao vazio...

Não, eu não minto o que sinto
Quanto tempo será que demora
Até que as pessoas possam acreditar nisso?
Eu fujo da dor me escondendo nos que amo
Porque eu confio nos que eu amo
E dói quando eles é que não confiam em mim.

Uma hora a exaustão chega...
Eu já estou muito cansada agora
Para explicar como me sinto,
Para lidar com o como me sinto.
Vou apenas desligar agora
Deixar a dor aí, que ela se cura só.






sábado, 27 de novembro de 2010

Novembro vazio

Hoje abri cortinas e janelas

Deixei toda a realidade de fora entrar

Deixei a solidão doer o quanto ela quisesse

Me deixei quebrar, pensando que saberia me colar de volta

Mas perdi alguns cacos na bagunça do quarto

Agora só me resta olhar pela porta de vidro à minha frente

Há uma construção lá fora

Há uma desconstrução aqui dentro

Vejo bagunça por toda parte, por dentro e por fora

Não consigo sentir mais nada... saturei

Não importa quantas pessoas estejam por aí agora

Eu não quero mais o sentir delas

Eu só queria ter lágrimas

Mas já gastei todas elas

Não tenho mais lágrimas

Não sinto mais medo

Não sinto mais nada.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Sem mais vendas...

Todo mundo sempre carrega consigo

Muito mais dor do que quer deixar os outros saberem

Não importa quanta maquiagem usem

Ou as roupas que coloquem para se cobrir

Um dia a dor simplesmente transborda

E, para nossa própria surpresa, pode ser até melhor

Pois é uma chance única que ganhamos da vida

De fazer com que a dor deixe de ser dor, se desfaça

E seja qualquer outra coisa que não nos afete mais.

Sim, vai passar! Até a noite se permite virar dia

E todo aquele ensaio que fizemos quando deveríamos estar dormindo

De repente já não faz mais sentido algum

Porque é o nosso improviso que nos mostra, que nos constrói

É a exposição da dor que a torna tão poética, tão mais leve...

Digam o que disserem, ninguém deveria sentir uma dor assim

Tão grande e tão pra dentro... Lágrimas de criança sempre são mais sinceras!

Quisera eu ser tão honesta assim, mesmo doendo, mesmo mentindo

Mesmo sentindo que ia me partir inteira por dentro

Queria ser capaz de um sentimento tão intenso, tão verdadeiro

Capaz de vencer a força do medo, da vergonha, da própria dor, do próprio existir.

Quisera eu ter um passado inteiro pela frente

Para me fazer viver de forma mais verdadeira

Por todo o futuro que deixei pra trás...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O nó na garganta me tirou o ar, o sono, a fome...

Eu deixo as lágrimas caírem agora, eu não me importo mais com elas

Eu já cansei de tentar parar todas essas sensações

Elas simplesmente não passam, não têm fim.

Eu digo a todo mundo que tá tudo bem, que eu tô feliz,

Mas não adianta, eu ainda não consegui me convencer

Porque ainda dói... e porque esse nó não desmancha

Nem com água, nem com álcool!



Todos os dias eu faço um imenso esforço para levantar quando acordo

Porque o dia tem dado muito trabalho pra passar

Porque continuar respirando tem dado muito trabalho

E eu já não consigo mais... eu simplesmente não consigo.

Lembrar, esquecer, tentar, desistir... dói, simplesmente

E eu não quero mais dor.


É então que percebo que a minha dor é só um pretexto

Para não engolir o nó na garganta, deixa-lo aí onde está

Porque ele foi só o que restou e eu não quero ter que não tê-lo também.


sábado, 30 de outubro de 2010

Mais um outubro se vai e outro novembro vem




Meus medos nunca foram tão os mesmos:

De envelhecer, de não envelhecer, de mudar, de sofrer, de amar, de me perder...

Até meus erros parecem tão iguais!

Queria tantas horas a mais para viver tudo o que estou deixando passar agora

Queria outras tantas vidas para poder errar mais, aprender mais, ensinar mais...

Se eu pudesse voltar no tempo, quantas coisas eu teria coragem de fazer igual?

Se eu pudesse voltar no tempo, será que eu teria mesmo a coragem de voltar?

Os dias me parecerem tão os mesmos, principalmente os de outubro!

Outubro é sempre o mesmo, não importa qual o número do ano no calendário

E ele sempre se vai para que novembro venha, e sempre quer algo de mim

E sempre o algo que ele quer é mais do que eu quero dar

Ele se vai... para que eu seja capaz de fechar mais um ciclo

E para que eu tente começar um outro no novembro que chega

E novembro sempre vem... para que eu cresça um pouco mais, um ano mais

Para que eu tenha noção de quanto tempo deixei passar

Para que eu me desespere e reaja como quase nunca consigo...

E outubro se vai para que seus estragos possam ser amenizados por novembro

Nem sempre é uma tarefa simples, mas novembro já se acostumou

Ele está sempre limpando a bagunça que outubro deixa quando passa

E eu estou sempre nesse movimento de ir mais uma vez

De me deixar ser podada para voltar sempre nova (não literalmente)

De me partir inteira, chorar sozinha, enfrentar meus medos

Seguir em frente, não seguir... me perder, me encontrar... me amar!

Meus medos nunca foram tão meus e tão mesmos

Eles nunca foram tão inspiradores e audaciosos...

Medo de mais um outubro que se vai e do próximo que virá,

Mas amanhã já é quase novembro, não preciso me preocupar agora

Agora eu só preciso olhar para os céus e agradecer por mais um ano de vida

E me renovar sempre! Reinventar meus medos, minha vida...

Porque renovar-se é preciso... em construção (SEMPRE)!


.

sábado, 16 de outubro de 2010

Esses dias...



Há muito tempo as palavras certas têm fugido de mim

Na verdade, o certo em si se afastou...

Me deixei perder por lugares novos, sem planos, sem pressa

Deixei pedaços de mim espalhados por toda a parte

Marquei meus passos pelo caminho com as lágrimas

Que já nem fazem mais cerimônia para me inundarem.

Triste eu? Não, nem mesmo um pouco... já passei dessa parte do caminho

Por onde ando agora a dor é diferente, ela meio que entorpece e apenas isso

Eu queria mais amor, mais esperança, mais vida!

Mas o amor e eu andamos nos desentendo ultimamente

A esperança se escondeu já faz algum tempo

E a vida... cada vez que o telefone toca, sinto-a tão frágil e escorregadia.

Saudade é a única que ainda permanece a mesma

Nem sempre ela sabe a quê veio, mas ela ainda sabe desempenhar seu papel

Ela ainda tem sua parceria com a dor, que já nem dói tanto

Apenas está tentando inovar para ver o quanto eu ainda sou capaz de fugir

E quanto a mim, só resta abraça-la!

Esses dias não estão fáceis, mas eles nunca se proporam a ser fáceis mesmo

Não reclamo mais, só sigo.

Não sinto saudade desses dias, mas sentirei uma saudade danada

De todos os que não restarem quando esses dias tiverem passado.


...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Semhoras e semdores...

Abençoado, meu senhor
Donde vêm as asas do bicho voador
Quem sopra junta as casas e traz sombra no calor

Anubliado clareou
Chão barreado não esconde a cor
Das lembranças que eu trago meu perdão e meu rancor

Alumiada estação
Onde as meninas brincando no portão
Tem horas que são senhoras, tem horas que horas são

E o que resta sem sentido
Fico perdido, sem direção
Fico danado e nado o rio São Francisco
Buscando o remanso pro meu coração

Abaçaiado, é assim que eu tô
Abraçando a dor, é assim que eu vou
Abaçaiado

Abaçaiado se irritou
No outro lado fica quem não atravessou
Se hoje abaçaiado canta
É porque ontem já chorou

Alegriado acertou
Que o culpado é o mesmo que inocentou
Somos beijos de partida e abraço de quem chegou

E o que resta sem sentido
Fico perdido, sem direção
Fico danado e nado o que for preciso
Em busca de um porto pro meu coração

Abaçaiado, é assim que eu tô
Abraçando a dor, é assim que eu vou
Abaçaiado...


(Teatro Mágico)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

DIVULGANDO: Carta dos estudantes de Psicologia da UFC - Sobral



À comunidade Sobralense,

Nós, estudantes do curso de Psicologia da Universidade Federal do Ceará – Campus Sobral, viemos por meio dessa carta, comunicar a lamentável situação em que o curso se encontra: estamos há 60 dias impossibilitados de cumprir nossas atividades acadêmicas devido a ausência do Serviço de Psicologia Aplicada (SPA). Este serviço constitui a última etapa da formação do psicólogo onde o estudante tem a oportunidade de atuar para a comunidade. O SPA é condição de possibilidade para o legítimo funcionamento do curso de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais. Contudo, esse serviço não existe: não temos estrutura física, equipamentos e funcionários para as atividades de estágio. Nessa situação, estamos sendo lesados em nosso direito a uma formação com qualidade.

Inúmeras foram as tentativas por parte de professores e alunos para solucionar este problema, no entanto, consideramos que a UFC não atendeu satisfatoriamente nossas legítimas reivindicações.

Diante deste prejuízo, exigimos que a UFC tome as devidas providências para a realização do estágio de final de curso, que ocorre no SPA. Caso nenhuma providência seja tomada, nós estudantes estamos articulados para efetivar uma PARALISAÇÃO das atividades do Curso de Psicologia da UFC – Campus Sobral.

Pedimos apoio à comunidade para que nossos direitos sejam garantidos, pois ainda acreditamos na Universidade Pública, na expansão com qualidade e no ensino voltado para a excelência.

domingo, 26 de setembro de 2010

Memória...






Há pessoas que passam a vida inteira em nossa vida...

Mas aquelas que duram apenas uns tempos,

algumas duram anos, meses...

...outras duram apenas uma estação, um mês, uma lua, uma semana.

Há pessoas que passam em nossa vida apenas uma chuva, ou menos, duram apenas vinte minutos;


e há ainda aquelas pessoas que passam e duram por um poema.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Pedaços...

Sempre ficam pedaços pelo caminho
Deixamos pedaços em todos os lugares
Deixamos pedaços em todas as pessoas
E eles farão falta, eles sempre fazem falta,
São parte de quem somos, de quem nos tornamos
São parte de quem as pessoas se tornaram
São partes que ficam pelo caminho,
Em todos os lugares, em todas as pessoas...

Algumas vezes dói deixar um pedaço ir
Quase sempre dói muito perder os pedaços,Mas sempre temos que deixá-los, perdê-los, desapegar
E saber que sempre haverão cantinhos onde alguns pedaços terão ficado
Sempre haverão pessoas guardando alguns pedaços
Sempre haverão pessoas partindo e levando alguns pedaços também
E dói deixar as pessoas irem com alguns pedaços
Porque quase sempre são pedaços de quem somos, de quem nos tornamos
São parte de quem elas tornam-se e do caminho que fizemos
Uns com os pedaços dos outros, que sempre farão falta um dia
E que, quase sempre, farão doer algum dia.

Sempre ficaremos em pedaços, não importa se é logo ou demora
Sempre vamos deixando os pedaços nos cantinhos e nas pessoas
E elas sempre vão deixando pedaços na gente também
E sempre perderemos os pedaços que elas deixaram
E elas sempre perderão os pedaços que deixamos
E nós sempre nos perderemos em algum momento
E sempre será preciso que nos deixemos ir um dia
Até que a dor se canse, se perca também, seja só mais um pedaço
Afinal, ela sempre acompanha cada um dos pedaços
Nós sempre a acompanhamos acompanhar os pedaços
Até que nós nos cansamos e, no final das contas,
Nos tornamos também apenas mais um pedaço
Aquele que ficou e que não pode ir-se, mesmo se quisesse
Aquele que sempre vê doer e não pode desapegar-se.



segunda-feira, 3 de maio de 2010

E, se for meu o amor, que seja seu também!


Quanto tempo eu devo esperar até dizer “eu te amo”?
Como eu vou saber que não estou esperando tempo demais
Ou, talvez, que ainda é muito cedo?
O amor não deveria precisar de calma
Nem tampouco se apressar...

Como eu vou saber que não vou te assustar
Se eu chegar hoje e disser tudo o que sinto
E disser tudo o que trago guardado só pra ti?
Como vou saber que não estou te fazendo esperar demais
Ou que não estou te pressionando com minha ansiedade?
Por que é tão difícil agüentar toda essa espera?
O amor não deveria precisar esperar ou correr...
Ele deveria simplesmente ser ele, mesmo não havendo nada de simples nisso.

Já perdi muito tempo calando e esperando o teu tempo
Dizem que isso é bom para construir bases sólidas,
Mas como vou saber que não estou deixando você ir?
Então, por favor, não se assuste, nem me leve tão a sério
Se eu chegar hoje te dizendo tudo o que sinto
Esquecendo tudo o que costumo pensar
E apenas deixando-me sentir e te deixando sentir também...

É com você que eu quero estar, então, sinta-se livre
Porque o amor pode nos tornar livres também!
E, se não for amor, ainda assim, deixe-se levar
Não se preocupe em trazer-se de volta
Porque eu estarei bem aqui ao seu lado
E eu não terei medo do que você tiver a me dizer
Porque, no fundo, eu também quero o que você sente,
Mas eu quero principalmente, mais do que estar com você
Que você aceite que seja seu o que eu sinto.





quarta-feira, 24 de março de 2010

Desejos de março pela janela


Eu olho a janela ao meu lado
E é como se ela também me olhasse, ou vigiasse
Mas não como se fosse me punir
Ou me delatar a qualquer momento
É como se ela quisesse que eu a atravessasse
Se não para me sentir travessa, mas para me sentir fugida
É como se ela soubesse das noites que passo acordada
Ou dos dias que passo dormindo
E não achasse nada disso muito errado ou avesso.
Ela é minha janela, a do quarto de dormir, a única que tenho
É a que dá para as escadas do lugar onde vivo
Como se quisesse que eu entendesse sua mensagem
Ao ver esses degraus sempre que olho lá pra fora
Como se eu não tivesse meus próprios degraus
Sempre que olho aqui para dentro (de mim)...
Qualquer dia desses eu vou fugir por ela
Mesmo sabendo que não fará muito sentido
E que não haverá ninguém em casa para delatar minha fuga
No máximo algum vizinho que tocará a campainha
E irá pensar apenas que eu não estou em casa
Pois não haverá ninguém para saber da minha fuga
Nem ninguém para me receber caso eu volte.
Têm sido estranhos esses dias de março
Às vezes penso em escrever um bilhete no qual explicaria
Porque preciso fugir pela janela que dá para os degraus,
Mas só haveria a mim própria para lê-lo
E, certamente, eu não seria capaz de entender
Como alguém foge pela janela do próprio quarto
Deixando um bilhete que ninguém mais vai ler.
Não vou mais fechar a janela por essa noite
Pode ser que eu desista de fugir por ela afinal
E apenas escreva um poema
Que talvez nem explique porque eu precisaria fugir pela janela
Quando tenho a chave da porta da frente
E não há mais ninguém que vá perceber a sutil diferença
Entre sair pela porta da frente e fugir por essa mesma porta.
Então, só um poema no final das contas
Confessando minha vontade de fugir pela janela,
Mas acabar não fugindo, nem deixando bilhetes
Apenas desejos de março, num poema qualquer.

terça-feira, 16 de março de 2010

Guerras de Março

Acredito que se uma coisa é verdadeira
Ela deve ser dita e não escrita,
Mas as palavras se perdem no ar
E eu não quero mais correr o risco de me perder
Eu não quero mais correr o risco de te perder.
Talvez essa batalha já esteja perdida,
Mas eu não vou desistir de você agora
Não vou perder essa chance de novo
Mesmo doendo muito não te ter por perto sempre
Mesmo sabendo que o seu caminho e o meu
Já se desencontraram faz tempo.

Estou precisando de ajuda
Não é fácil estar sozinha nessa
Pena que ninguém é capaz de compreender
Que eu não sou tão forte quanto quero que pensem
Há muita coisa machucada por trás dessa armadura
E eu queria que você viesse com sua magia e sua luz
Pra curar tudo com apenas um toque
Pra derrubar minha armadura com apenas um olhar.
Queria que você estivesse aqui comigo
Pra não me deixar desistir
Pra me dá sua força e, assim, quem sabe,
Eu não precisaria mais escrever nada
Pois eu teria você aqui pertinho
Pra te dizer tudo sem precisar usar uma única palavra.


março/2005

segunda-feira, 8 de março de 2010

8 de março...




O homem que me ame
Deverá saber correr as cortinas da minha pele,
Achar a profundidade dos olhos meus
E conhecer o que habita em mim,
A andorinha transparente da ternura.

O homem que me ame
Não quererá me possuir como troféu de caça,
Saberá estar ao meu lado
Com o mesmo amor
Que eu estarei ao seu.

O amor do homem que me ame
Será forte como as árvores de corticeira,
Protetor e seguro como elas,
Limpo como uma manhã de dezembro.

O homem que me ame
Não duvidará do meu sorriso
Nem temerá a abundância do meu cabelo
Respeitará a tristeza, o silêncio
E com caricias tocará meu ventre como
Violão
Para que brote música e alegria
Desde o fundo do meu corpo.

O homem que me ame
Poderá encontrar em mim
A rede onde descansar
O pesado fardo de suas preocupações,
A amiga com quem compartilhar seus
Íntimos segredos
O lago onde flutuar
Sem medo de que o anel do
Compromisso
Impeça-lhe voar quando quiser
Ser pássaro.

O homem que me ame
Fará poesia com sua vida,
Construindo cada dia
Com o olhar posto no futuro.
Por sobre todas as coisas,
O homem que me ame
Deverá amar o povo
Não como uma palavra abstrata
Tirada da manga
Mas como algo real, concreto,
Ante a quem rende homenagem com
Ações
E dá a vida se for preciso.

O homem que me ame
Reconhecerá minha cara na trincheira,
De joelhos na terra me amará
Enquanto nós dois atiramos juntos
Contra o inimigo.

O amor do meu homem
Não conhecerá o medo à entrega,
Nem temerá se descobrir ante a magia
Da paixão
Numa praça cheia de multidões
Poderá gritar – te amo –
Ou fazer grafites nos altos dos
Prédios
Proclamando seu direito a sentir
O mais belo e humano dos
Sentimentos.

O amor do meu homem
Não fugirá às cozinhas,
Nem as fraldas do filho,
Será como um vento fresco
Levando-se entre nuvens de sonho e
De passado,
As debilidades que, por séculos,
Mantiveram-nos separados
Como seres de estatura diferente.

O amor do meu homem
Não quererá me rotular e nem me etiquetar
Dará para mim ar, espaço,
Alimento para crescer e ser melhor,
Como uma Revolução
Que faz de cada dia
O começo de uma nova vitória.

Gioconda Belli

sexta-feira, 5 de março de 2010

Hoje não

Não, solidão, hoje não é um bom dia
Hoje chorei vendo fotos do último verão
Hoje achei que seria boa idéia fazer poesia
Mas não encontrei rima boa o suficiente pro meu coração

Não, solidão, por favor, outra hora
Agora não há telefone tocando
Só a vida real lá fora
E aqui dentro só insetos passeando

Hoje não é um bom dia para buscar por memórias
Estou tentando me esconder delas no escuro
Quem sabe, recordar um pouco os momentos de glória
Quem sabe, fugir um pouco do futuro

Mas o que eu posso dizer pra te convencer
Se você já está aqui dividindo essa garrafa de queixas comigo
Se já me faz querer sair correndo por aí até me perder
Se eu não tenho me esperando agora nenhum colo amigo...

Ah, solidão, que péssimo momento você escolheu pra vir
A saudade já estava me deixando dolorida desde cedo
E a essa hora, apenas nós duas, não sei se vou conseguir
Ser forte o quanto tenho que ser para afastar o medo

Então, boa noite pra você e não precisa de pressa pra voltar
Não se preocupe, eu não vou mesmo estar lhe esperando
Não precisa se incomodar em me avisar
Eu sempre sei quando você está chegando

Por isso, hoje não
Hoje eu tenho uma insônia daquelas pra me acompanhar
Hoje eu tenho músicas que entendem melhor minha situação
E hoje, só por hoje, desculpe, mas não posso te deixar ficar.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Pastilhas de Menta



Sinto um coração batendo forte e sem jeito bem próximo ao meu
Imagino quantas pessoas dariam tudo o que têm pra terem isso
E eu não consigo me sentir feliz por tê-lo
Eu não consigo sentir que o tenho
E pastilhas de menta talvez não mudem o que sinto.

Não, eu não tenho toda essa pureza dentro de mim
E eu sei que você seria capaz de me dar se eu quisesse,
Mas ainda assim, eu não sei se sentiria que tenho, mesmo se você me desse
Eu só queria sentir que meu coração é capaz de bater tanto assim
E que é pra você que ele faz essa batucada,
Mas eu não sei se pastilhas de menta são capaz de fazer isso.

Tenho medo de nos envolver numa mentira
Dessas que a gente vê nos filmes e pensa que não acontece
E não tem nada a ver com o fato de estarmos em rumos diferentes
Ou de eu saber que você me daria um pedaço do céu se eu pedisse,
Mas é que eu acho que não quero nada disso agora
Quero apenas andar por aí sozinha como sempre fiz
E sentir minha própria saudade e meu próprio descompasso
Sem ter que culpar as pastilhas de menta por coisa alguma.

Eu não guardei comigo nada de bom que pudesse te oferecer
E você tem aí todas essas pastilhas de menta
Que quase todos os dias fazem eu me sentir tão melhor do que eu sou
E tudo o que eu gostaria de sentir agora é essa calma que sinto
Quando ouço esse coração batendo tão perto do meu
Me fazendo lembrar que eu tenho um coração também
E que poderia bater assim também,
Mas eu não tenho pastilhas de menta pra você.

Então, como eu posso dizer o que sinto e o que gostaria de sentir
Sem fazer cessar essa batida que ouço
Sem tirar o sabor refrescante das pastilhas de menta
E sem, de certa forma, manchar um pouco dessa pureza...
Eu já passei desse momento há algum tempo
Levaram minhas pastilhas de menta
E eu não quero guardar pra você apenas a caixinha vazia,
Mas no momento, é só o que há guardado comigo.

Por isso, amanhã ou depois quando eu não precisar mais dizer nada disso
E você souber que é exatamente isso que eu quero dizer
Não guarde a caixinha vazia para oferecer a outra pessoa
Leve algumas pastilhas de menta com você
E eu prometo que não vou me sentir mal se daqui pra frente
Eu não ouvir mais esse coração batendo assim pra mim
E não tiver mais pastilhas de menta para refrescar o meu.




domingo, 28 de fevereiro de 2010

É por isso q o sol continua a brilhar!




E nunca mais eu duvidei desde então...


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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010






"Não me levo a sério para poder rir mais contigo..." (Fabricio Carpinejar)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

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Vou pedir a Papai do Céu
q te tenha guardado
até q eu volte...


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"Sinto saudade... saudade não é arrependimento." (Fabricio Carpinejar)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Janeiro então... mais um por sinal!

É angustiante as formas que me levam a perceber
Que você já não existe mais em lugar algum
Não anda mais nas ruas por onde caminhávamos juntos
Não vive mais na casa que guarda nossas memórias
Não sai mais com os amigos com os quais ríamos sempre
Já não passeia pelas minhas memórias dos últimos anos
E não se esconde em nenhum lugar aqui dentro de mim.
Às vezes eu tento lembrar seu rosto,
Mas só me vem à memória o de um menino
Que há muito tempo desapareceu e, nem sequer,
Deixou um bilhete de despedida ou um rastro
A ser seguido quando a saudade vencesse.
O vazio que me preenche agora não é mais de saudade
É o de não saber como é o rosto agora
Daquele menino que eu vi sumir e se transformar
Em um homem como outro qualquer que anda por aí,
Tão decepcionantemente comum...
Eu que pensava que nossas histórias sempre teriam outros capítulos
Já não consigo mais imaginar uma única cena
Na qual você pudesse entrar ainda
Acho que seu papel foi preenchido pela varanda vazia,
E o único que me beija agora é o sopro suave do vento
E só quem me abraça é a luz suave do dia que chega
E você não está mais aqui, na verdade,
Não sei se já esteve realmente.
De toda forma, queria conhecer sua nova face
E dar a imagem do seu rosto
Ao vazio que agora me ocupa.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

É natal, mas que desculpa perfeita!



O sol ainda nem deu as caras, mas ruas já estão todas iluminadas, se não pelas milhares de luzes piscando, mas pelo brilho próprio que o dia já traz consigo mesmo antes de amanhecer. Ou talvez o brilho seja nos meus olhos...
Eu ainda não sei por quais motivos amar um lugar que, nem sequer, guardou lugar pra mim, pra quando eu voltasse. Ainda assim, não existe qualquer outro lugar onde eu gostaria mais de estar nesse momento.
E até quem me vir passando pela rua hoje, saberá que a felicidade que exibo tão despretenciosamente é verdadeira.
Sim, é natal, mas mais do que isso, os que eu amo vão me ver hoje e saberão quanta saudade eu senti e que presente valioso pra mim é poder estarmos todos juntos.
Eu não gosto do natal, devo confessar. Mas não há nada que eu goste mais do que a desculpa do natal para reunir as pessoas e fazer tudo parecer perfeito e bonito.
Hoje eu tenho uma boa desculpa para perdoar os que me magoaram, mas que mesmo assim ainda amo, mesmo que não saibam.

E que venha a ceia.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sempre falta uma palavra...

Sabe o q eu acho foda?

Foda é quando aquele vizinho ali do lado traz todos os ingredientes pra farofa, perde um tempão preparando ela e depois vai embora sem comer...

Foda é quando aquela amigona, aquela mesma que ficou horas ao meu lado numa emergência de hospital, some e eu não sei mais se meu eu ta agindo certo, porque não tenho mais o eu dela pra guiar...

Foda é aquele ex-namorado de 500 mil anos atrás aparecer quando o namorado de 30 dias atrás ta muito bem, obrigada...

Foda é essas férias que demoram o ano todo pra chegar e duram apenas um mês...

Pior é saber que existem relatórios finais, notas finais, provas finais... tudo que é final e que deveria não ser! Porque final mesmo na vida, só a morte, mas ninguém fala nela, porque a gente sempre tem essa ilusão de eternidade.

Eu queria sonhos que não acabassem quando eu acordasse e que não fossem sintomas de um tal de inconsciente que eu nem sei que existe.

Eu queria paz 10 meses por ano e o resto nos outros 2 meses que sobraram...

Eu queria que cair não fosse motivo de dor, de vergonha, de riso... fosse apenas mais uma dessas coisas que a gente é obrigado a enfrentar na vida constantemente, só que comigo acontece com tanta freqüência que, ao menos esse querer meu, é querer demais!

Eu queria que as frases que leio por aí não fossem tão clichês, não dissessem tantas coisas já ditas... eu queria coisas novas, mas todo mundo anda tão cansado que ta mais fácil dizer o que já foi dito do que pensar em coisas novas.

Foda é não saber o quanto a vida dura, temos que fingir ser bonzinhos todos os dias pro céu nos aceitar quando chegar a hora.

Foda é não saber se existe céu mesmo, principalmente quando a tentação vence.

Foda é precisar de mais álcool do que vivência pra fazer poesia e saber que os maiores poetas morreram de overdose e AIDS...

Eu queria um pouco de verdade no meio de tanta informação ‘real’ que o mundo me empurra retina à dentro todo dia.




domingo, 22 de novembro de 2009

Aquele silêncio em um minuto...

Um minuto de silêncio...

Não quero correr o risco de perder mais palavras

Nenhuma além daquelas que já perdi

E não adianta tentar encontrá-las olhando para o teto

Elas não vão estar entre as teias de aranha

E o que eu quero encontrar de mim também não estará lá.

Escrever não vai trazer de volta a inspiração que já não tenho,

Mas por algum motivo hoje eu me sentei pra escrever...

Eu adoraria vê-lo agora, antes que mais uma semana se passasse,

Antes que mais um ano se passasse e antes que nós passássemos

Apesar de saber que já passamos, somos outros agora

Ainda assim, queria vê-lo, queria sonhos reais

Nos quais nos daríamos as mãos... será?

Confesso, o tempo mexeu com a gente um bocado!

Quem é que, vendo hoje, diz que eu e você já fomos “nós”?

Em um minuto de silêncio, a parede à minha frente

Grita aquelas velhas lembranças... aquelas lá, lembra?

Eu lembro...

Que volte os sons então.