
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Janeiro então... mais um por sinal!
Que você já não existe mais em lugar algum
Não anda mais nas ruas por onde caminhávamos juntos
Não vive mais na casa que guarda nossas memórias
Não sai mais com os amigos com os quais ríamos sempre
Já não passeia pelas minhas memórias dos últimos anos
E não se esconde em nenhum lugar aqui dentro de mim.
Às vezes eu tento lembrar seu rosto,
Mas só me vem à memória o de um menino
Que há muito tempo desapareceu e, nem sequer,
Deixou um bilhete de despedida ou um rastro
A ser seguido quando a saudade vencesse.
O vazio que me preenche agora não é mais de saudade
É o de não saber como é o rosto agora
Daquele menino que eu vi sumir e se transformar
Em um homem como outro qualquer que anda por aí,
Tão decepcionantemente comum...
Eu que pensava que nossas histórias sempre teriam outros capítulos
Já não consigo mais imaginar uma única cena
Na qual você pudesse entrar ainda
Acho que seu papel foi preenchido pela varanda vazia,
E o único que me beija agora é o sopro suave do vento
E só quem me abraça é a luz suave do dia que chega
E você não está mais aqui, na verdade,
Não sei se já esteve realmente.
De toda forma, queria conhecer sua nova face
E dar a imagem do seu rosto
Ao vazio que agora me ocupa.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
É natal, mas que desculpa perfeita!

O sol ainda nem deu as caras, mas ruas já estão todas iluminadas, se não pelas milhares de luzes piscando, mas pelo brilho próprio que o dia já traz consigo mesmo antes de amanhecer. Ou talvez o brilho seja nos meus olhos...
Eu ainda não sei por quais motivos amar um lugar que, nem sequer, guardou lugar pra mim, pra quando eu voltasse. Ainda assim, não existe qualquer outro lugar onde eu gostaria mais de estar nesse momento.
E até quem me vir passando pela rua hoje, saberá que a felicidade que exibo tão despretenciosamente é verdadeira.
Sim, é natal, mas mais do que isso, os que eu amo vão me ver hoje e saberão quanta saudade eu senti e que presente valioso pra mim é poder estarmos todos juntos.
Eu não gosto do natal, devo confessar. Mas não há nada que eu goste mais do que a desculpa do natal para reunir as pessoas e fazer tudo parecer perfeito e bonito.
Hoje eu tenho uma boa desculpa para perdoar os que me magoaram, mas que mesmo assim ainda amo, mesmo que não saibam.
E que venha a ceia.
sábado, 19 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Sempre falta uma palavra...
Sabe o q eu acho foda?
Foda é quando aquele vizinho ali do lado traz todos os ingredientes pra farofa, perde um tempão preparando ela e depois vai embora sem comer...
Foda é quando aquela amigona, aquela mesma que ficou horas ao meu lado numa emergência de hospital, some e eu não sei mais se meu eu ta agindo certo, porque não tenho mais o eu dela pra guiar...
Foda é aquele ex-namorado de 500 mil anos atrás aparecer quando o namorado de 30 dias atrás ta muito bem, obrigada...
Foda é essas férias que demoram o ano todo pra chegar e duram apenas um mês...
Pior é saber que existem relatórios finais, notas finais, provas finais... tudo que é final e que deveria não ser! Porque final mesmo na vida, só a morte, mas ninguém fala nela, porque a gente sempre tem essa ilusão de eternidade.
Eu queria sonhos que não acabassem quando eu acordasse e que não fossem sintomas de um tal de inconsciente que eu nem sei que existe.
Eu queria paz 10 meses por ano e o resto nos outros 2 meses que sobraram...
Eu queria que cair não fosse motivo de dor, de vergonha, de riso... fosse apenas mais uma dessas coisas que a gente é obrigado a enfrentar na vida constantemente, só que comigo acontece com tanta freqüência que, ao menos esse querer meu, é querer demais!
Eu queria que as frases que leio por aí não fossem tão clichês, não dissessem tantas coisas já ditas... eu queria coisas novas, mas todo mundo anda tão cansado que ta mais fácil dizer o que já foi dito do que pensar em coisas novas.
Foda é não saber o quanto a vida dura, temos que fingir ser bonzinhos todos os dias pro céu nos aceitar quando chegar a hora.
Foda é não saber se existe céu mesmo, principalmente quando a tentação vence.
Foda é precisar de mais álcool do que vivência pra fazer poesia e saber que os maiores poetas morreram de overdose e AIDS...
Eu queria um pouco de verdade no meio de tanta informação ‘real’ que o mundo me empurra retina à dentro todo dia.
domingo, 22 de novembro de 2009
Aquele silêncio em um minuto...
Um minuto de silêncio...
Não quero correr o risco de perder mais palavras
Nenhuma além daquelas que já perdi
E não adianta tentar encontrá-las olhando para o teto
Elas não vão estar entre as teias de aranha
E o que eu quero encontrar de mim também não estará lá.
Escrever não vai trazer de volta a inspiração que já não tenho,
Mas por algum motivo hoje eu me sentei pra escrever...
Eu adoraria vê-lo agora, antes que mais uma semana se passasse,
Antes que mais um ano se passasse e antes que nós passássemos
Apesar de saber que já passamos, somos outros agora
Ainda assim, queria vê-lo, queria sonhos reais
Nos quais nos daríamos as mãos... será?
Confesso, o tempo mexeu com a gente um bocado!
Quem é que, vendo hoje, diz que eu e você já fomos “nós”?
Em um minuto de silêncio, a parede à minha frente
Grita aquelas velhas lembranças... aquelas lá, lembra?
Eu lembro...
Que volte os sons então.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Varal
terça-feira, 25 de agosto de 2009
O menino que eu conheci e a menina com flor no cabelo

Que era capaz de iluminar o mundo inteiro com apenas um sorriso
Eu conheci esse menino que entoava canções de perfeita harmonia
Com o simples ritmo das batidas de seu coração.
Esse menino que conheci brincava com o vento
E se inebriava de alegria com a água da chuva
E, quando olhava o céu durante o dia,
O brilho de seus olhos se confundia com o do sol.
Eu conheci um menino que sentava no chão de terra e andava descalço
E andava por trilhas pra tomar banho de cachoeira
E fechava os olhos pra sentir o perfume das rosas
E deixava que a brisa penteasse seus cabelos.
Esse menino que conheci não tinha medo da noite
E podia passar horas só contando estrelas,
E ele olhava pela janela lateral do quarto de dormir
Para ver a menina com flor no cabelo que passava pela sua rua...
Há tempos já não vejo o menino que conheci
Soube que agora ele é um homem
E conseguiu ficar junto da menina com flor no cabelo
Que também não é mais uma menina
Agora ela é a mulher com flor no cabelo
E eles agora têm sua própria janela
Por onde vão ver crescer a menina do laço de fita
Ou talvez o menino do boné vermelho.
E então o homem que eu não conheci e a mulher com flor no cabelo
Irão cantar as canções de ninar que aprenderam
Bem antes dele ser o menino que eu conheci
E da menina com flor no cabelo ter uma flor no cabelo
E irão contar histórias dos dias depois de amanhã
E terão suas pegadas nessa vida marcadas em cimento
Diferente de quando elas ficavam na areia só até a maré levar
E usarão lápis colorido para pintar o que hoje ainda não tem cor...
terça-feira, 26 de maio de 2009
Eu q não sei nada sobre o tempo
Meu coração agora ensaia uma nova batida, ainda não sei exatamente q ritmo ele quer entoar, algo entre um rock, um samba e um jazz, mas sei q será qualquer ritmo q acompanhe o tic-tac dessa nova hora q é chegada.
"And so it is,
just like you said it would be
life goes easy on me
most of the time...
Eu q não sei nada sobre o tempo, peço aos céus q me perdoem daqui pra frente se meus momentos de loucura se sobressaírem aos sãos.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Antes de Abril chegar

Abrir os olhos de manhã já tem demandado
Todas as forças que eu não tenho
Levantar da cama então parece exigir um esforço sobre-humano.
Hoje, quando o sol nasceu pela última vez neste março
Um par de olhos não pôde mais se abrir para encontrar com a luz do novo dia
Foi a liberdade cobrando seu preço para se deixar alcançar.
Enquanto reúno as forças que especialmente hoje não tenho
Para me levantar e seguir com o meu dia
Me pergunto para que lugar se mudou todas as lembranças
Que antes habitavam a cabeça daquele corpo agora inerte
Alguém se incomodaria caso elas continuassem morando
Nos cômodos agora vazios da casa deserta?
Eu não consigo mais apagar a luz à noite
Tenho medo de encarar no escuro o vazio que me preenche
Já me parece o bastante ter que encontrar um espaço aqui
Para muitas das lembranças desabrigadas que eram minhas também
E agora chegam aos montes me cobrando um cômodo para se instalarem...
Eu teria dado uma parte de mim pra não ter que sentir o vazio
Que todas essas lembranças estão trazendo consigo.
Por isso, volto a dormir o resto do dia
Não para fugir da vida lá fora ou esquecer o que me incomoda,
Mas para sonhar que agora as minhas andorinhas voam juntas por aí
E quando o sol se for nesse último dia de março
Elas não precisarão mais seguir por caminhos diferentes,
Pois não precisam mais fingir terem uma força que não têm,
Não precisam mais de força alguma
O peso de suas dores elas deixaram
Para os que ainda não podem ser levados pelo vento.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Há dias e dias
Porque eu sei que em algum lugar,
Mesmo que eu não possa alcançar ainda, você existe!
Eu nem me lembro mais porque eu sentia medo,
mas o medo agora passou, porque você existe...
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
E tudo q eu criar pra mim...
Antes do medo o amor
Antes do amor a dúvida
pois nem Deus sabe quem criou
aquilo que somos nós...
... e tudo que eu criar pra mim
vai me abraçar de novo na semana que vem,
na semana que vem..."
sábado, 2 de agosto de 2008
Então, é isso...
Eu sei q quando eu voltar não haverá mais ninguém à minha espera, nada mais de telefonemas para me despertar todas as manhãs, nem telefonemas de 'boa noite' antes q eu durma. Os finais nunca são fáceis, mas alguns são realmente necessários.
Eu não peço perdão por não amar, só devemos desculpas daquilo q podemos controlar.
...

Caminhei por céus e infernos até voltar aqui
Os anos passaram de um por um
Novas pessoas vieram, algumas também passaram, outras passaram
Você ainda tá nessa de quem vai passar, mas nunca passa
Mesmo quando eu acho q agora passou, você volta
Eu já nem sei mais o q sentir, ou quem ser
Tenho um coração batendo em outro peito
E ainda quando eu acho q é no meu
Descubro q continua sendo no teu.
O mundo continua girando e, numa volta ou noutra
A gente se topa por aí, depois se topa de novo
Como se houvesse ainda algo reservado para nós
Como se nós não tivéssemos disperdiçado tudo o q nos foi reservado
Como se ainda existisse um "nós"
Como se o nosso "nós" tivesse sido de verdade...
Eu ainda consigo me surpreender comigo mesma algumas vezes
Quando me pego suspirando com uma lembraça tua
Quando me vejo perdida mais uma vez no teu abraço
Quando meu coração acelera por um simples sorriso
Quando eu permaneço paralisada por horas
Apenas porque você me pediu pra ficar...
E quando, mais uma vez, é por você q eu perco o sono.
Eu passei muito tempo acreditando de verdade
Que a gente não tinha dado certo,
Mas só de achar q tinha chegado perto eu já me sentia feliz
No entanto, hoje eu vejo melhor do q via antes
Que, pra falar a verdade, a gente deu certo sim!
Tanto faz o tamanho da distância,
Pouco importa quanto tempo passou e quando ainda vai passar
Estamos em casa agora, de volta ao princípio
E q as outras pessoas possam ser capazes
De nos perdoar por tudo isso
(Inclusive o q ainda faremos).
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Como folhas secas...

Com o tempo você aprende
Que as folhas secas
Não vão voltar a ficar verdes
E precisam cair para que outras folhas nasçam
Cheias de vida.
E você descobre que o amor é muito mais
Do que uma palavra inventada para rimar com flor!
É preciso ter uma cabeça boa
E os pés no chão para ser capaz
De não olhar para trás
Sem se arrepender de alguma coisa lá na frente
(E eu já não tenho nada para lembrar)
O tempo foi e levou todo mundo
Depois me levou também
Como o vento faz com coisas leves e frágeis.
Meus amigos agora são só um remetente
No envelope de uma carta não enviada,
Mas com o selo e o carimbo.
Sempre há linhas tênues em tudo
Elas estão sempre separando os opostos
E os fazendo ficar parecidos
Para que pessoas como nós, os confundam!
Amor e ódio, coincidência e destino...
Sei porque fugi
Todos somos folhas que um dia secam
E não têm mais chance nenhuma
Por isso, precisam deixar seu lugar
Para outras pessoas terem sua chance
E se encherem de vida.
Não vou voltar, pois já não há mais
Lugar seguro lá atrás, onde eu não me arrependa.
Vou ficar e esperar por uma nova luz
Ou um vento que me leve de novo
Para qualquer lugar onde eu possa
Rir de tudo o que me fazia infeliz.





